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Sobre as ilhas...
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Corvo " A cerca de 600 km a noroeste de São Miguel, Corvo forma, juntamente com Flores, o grupo ocidental açoreano.
Descoberta em 1452, vinte e cinco anos depois de o arquipélago ter sido avistado pela primeira vez, está povoada ininterruptamente desde 1548. Com apenas 6,5 km de comprimento, 4 km de largura e 17 km2 de superfície, o Corvo é a ilha mais pequena e discreta de todas e o concelho português de menor extensão. Vista das Flores, apresenta-se sempre com um véu nubloso, misteriosa devido à magia de um efeito óptico provocado pela luz e pela humidade atlântica, que a tornam fugidia e alteram a sua posição e dimensões. É formada por um único vulcão, o Monte Grosso, que nos seus 770 m de altitude abriga uma sugestiva cratera, em cujo fundo se encontram duas lagoas donde emergem pequenas ilhotas, que parecem imitar as formas do arquipélago açoreano. De forma ovalada, com suaves encostas cobertas por pastos, tendo apenas uma mancha de bosque, as costas da ilha são altas e escarpadas, com excepção das da pequena planície onde, junto a uns poucos campos de cultivo e um aeroporto mínimo, se situa Vila Nova do Corvo, a sua única povoação, uma das mais belas e peculiares dos Açores que, com os seus 380 habitantes, é a cidade mais pequena da Europa. Vila Nova ergue-se atrás do seu porto, formando um aglomerado cubista de casas brancas entre as quais se estende um labirinto árabe de estreitas ruelas chamadas canadas. Para compreender esta ilha e a idiossincrasia dos corvenses, povo rijo e solidário, teremos de ir para a ilha no barco do mestre José Augusto, onde, sob um céu caprichoso e sobre um oceano infinito, se pode sentir o isolamento quase total que são quatro séculos de solidão. "
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